domingo, 29 de Novembro de 2009

Mais um crime da UE


A União Europeia paga a Marrocos para pescar em águas territoriais do Sahara ocupado. Aqui temos uma amostra daquilo que significa a autodeterminação dos Povos e a amnistia internacional para esta organização, democrática e encorajadora da paz, que é a UE.

Acontecimentos como este mostram-nos o que na verdade a UE é: uma organização do grande capital, nascida para explorar e oprimir os Povos através de monopólios económicos!

Assina a petição on-line (clica aqui) para exigir o fim da pesca ilegal da União Europeia na costa do Sahara!

Unidos venceremos!

quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

25 de Abril sempre!

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25 de Novembro é o dia mais negro na História do Portugal-pós 25 de Abril! Mas não é dia de desanimo: antes é dia de afirmar mais vincadamente a Luta pelos ideais revolucionários de Abril, é dia (tal como todos os outros dias) de continuar a Revolução e exigir o que nos foi e está a ser gradualmente tirado, é dia (tal como todos os outros dias) de gritar 25 de Abril sempre, fascismo nunca mais!

Viva o 25 de Abril!
Vivam os militares progressistas que nele participaram!
Vivam todos aqueles que nos trouxerem as futuras Revoluções!
Vivam todos os que lutam pela liberdade, unidos venceremos!

terça-feira, 24 de Novembro de 2009

Apoiar o sector produtivo

Um país que não produz não está apenas sujeito ao grande desemprego, está também sujeito à divida externa e à dependência do estrangeiro.
No Portugal pre-UE\pos-revolução havia um aparelho produtivo que não sendo uma referencia mundial satisfazia grande parte da necessidade de emprego do nosso país e permitia um melhor controlo da divida externa, a população em geral vivia melhor pois (apesar da já presentes contrariedades do capitalismo integradas) havia um maior investimento público e uma maior faixa de população com um melhor salário face ao custo de vida, micro pequenas e medias empresas com maior produtividade...
Tudo isto uma serie de factores que garantiam estabilidade económica a um país que no
pós-UE foi subsidiado a troco da destruição do aparelho produtivo e se encontra agora dependente das grandes industrias europeias e mundiais, com cada vez mais população desempregada, com cada vez mais abandono escolar, que lá vai privatizando escolas, hospitais, sector energético, etc. para aguentar o barco mais uns tempos...
Esta situação não pode continuar: está em causa o bem estar dos que neste país habitam e trabalham e a própria soberania nacional, o que se pretende com estas politicas é a subjugação dos trabalhadores à burguesia internacional.

Há que continuar e intensificar a Luta para perspectivar um melhor futuro, pleno de liberdade e livre de exploração! Unido venceremos!

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

A RESPOSTA NECESSÁRIA E INDISPENSÁVEL

A actual posição do nosso país no panorama da crise perante os seus cidadãos, perante as empresas, perante os patrões, perante a Luta dos trabalhadores.

«
O
estado a que a política de direita vem conduzindo o País agrava-se a ritmo acelerado e os exemplos disso são mais do que muitos.
Todos os dias a imensa maioria dos portugueses é confrontada com novos e acrescidos problemas. Aumenta o número de trabalhadores que, a cada dia que passa, vê a sua situação agravada, por efeito do desemprego - que, aproximando-se dos dois dígitos, ou superando-os, até, atingiu a mais elevada taxa de sempre - da precariedade e do lay-off. E as medidas já anunciadas pelo novo/velho Governo nessa matéria, não deixam margem para dúvidas sobre a acentuação desse agravamento. Aumentam as desigualdades geradas pelo desemprego, pelos baixos salários, pelas pensões de miséria e, em consequência disso, cerca de dois milhões de portugueses vivem abaixo do limiar da pobreza – pobreza que atinge um número cada vez mais elevado de pessoas, incluindo as famílias com dois elementos desempregados (que são cerca de 21% dos lares onde há desempregados) e mesmo trabalhadores empregados, mas cujos salários não chegam para comer.
Mais de metade dos mais de 700 mil desempregados não recebe qualquer subsídio e o Governo persiste em recusar o alargamento dos critérios de acesso ao subsídio de desemprego; as pensões e reformas sofrem «aumentos» que rondam os 10 cêntimos por dia - um verdadeiro insulto aos pensionistas e reformados.
Entretanto, o custo de vida aumenta com os novos aumentos de preços, a começar pela energia eléctrica…
É esta a «modernização» que José Sócrates brande contra os trabalhadores e o povo: o brutal agravamento da grave situação em que vive a imensa maioria dos portugueses, ou seja, os que trabalham e vivem do seu trabalho; os que já trabalharam e vêem negado o seu legítimo direito a reformas dignas; os que querem entrar no mundo do trabalho e só vêem à sua frente espessos e cerrados muros.

Do outro lado desta realidade, e alimentando-se dela, estão os grandes grupos económicos e financeiros, que engordam e arrecadam lucros fabulosos, confirmando ser essa a única condição que conhecem seja qual for a situação do País. Para eles, a coisa é simples: em estado de «crise» ou em estado de «retoma», ou em estado «não importa qual», o lucro está sempre assegurado. E assegurar esse lucro certo é a principal e prioritária tarefa dos governos da política de direita, no desempenho das suas funções de conselhos de administração dos interesses do grande capital – funções que desempenham com extrema eficácia e igual desvergonha, dando lugar, amiúde, a situações que espelham, por vezes de forma chocante, a essência exploradora, opressora e profundamente desumana desta política que, impiedosa e brutal, há mais de três décadas vem flagelando os trabalhadores, o povo e o País.
Um exemplo: no mesmo dia em que o ministro da Economia decretava a
insustentabilidade do aumento de 1,5% nos salários dos trabalhadores, os jornais anunciavam que os cinco maiores bancos tiveram um lucro diário superior a 5 milhões de euros – e logo a seguir chegou a notícia dos lucros fabulosos no sector energético, onde as privatizadas EDP, REN e GALP atingiram cerca de 1200 milhões de euros de lucros só este ano.
Nas eleições legislativas de 27 de Setembro, o PS perdeu a maioria absoluta, podendo dizer-se que essa derrota constituiu o dado mais relevante do recente ciclo eleitoral, na medida em que se tratou da expressão de uma inequívoca vontade, por parte dos portugueses, de uma mudança de política.
Contudo, o primeiro-ministro, cego e surdo a essa vontade, persiste na aplicação da política de direita que está na origem da actual situação do País – e que está na origem da perda da sua maioria absoluta. Fá-lo com a arrogância habitual e com redobrada hipocrisia: fingindo uma «abertura ao diálogo», que outra coisa não é do que o estafado monólogo da vitimização e da chantagem; e recorrendo ao velho e falso estratagema de procurar obter uma base política de apoio a troco de uma suposta governação de «geometria variável», com supostos acordos «à esquerda» em matéria social, e à «direita» em matéria económica, como o PCP tem sublinhado, outra coisa não é do que a continuação da política de direita, sempre orientada, no plano económico para a salvaguarda dos lucros e dos privilégios dos grandes grupos económicos e financeiros, e no plano social para a distribuição, pelos trabalhadores e pelo povo, do pouco que sobra dessa acumulação de lucros.

Neste quadro, a luta de massas assume um papel primordial, enquanto instrumento essencial dos trabalhadores para a defesa dos seus interesses, para responder às novas ofensivas contra os direitos laborais e para a ruptura e mudança necessárias.
Vimos a sua importância decisiva na derrota da maioria absoluta do PS. E é fácil de ver como essa derrota criou novas e melhores condições para o desenvolvimento e intensificação da luta de massas na situação actual – condições que urge aproveitar com determinação e confiança.
A luta da classe operária e de todos os trabalhadores, das populações, dos jovens, dos pequenos e médios empresários, dos agricultores, enfim, de todos os que, todos os dias, sofrem na pele as consequências da política de direita, é a resposta necessária e indispensável ao prosseguimento, pelo Governo PS/José Sócrates, do
mais do mesmo para pior – a resposta que, mais tarde ou mais cedo, derrotará a política de direita e construirá a alternativa de esquerda indispensável à solução dos muitos e graves problemas que pesam sobre o nosso País.»

AFEGANISTÃO e IRAQUE- COLONIALISMO DE NOVO ESTILO

Comunicado do Conselho Português para a Paz e Cooperação, uma organização portuguesa que visa a paz mundial e a cooperação entre os Povos.

«Quando pensamos em colónias associamos a ideia à ocupação de territórios com tropas e colonos, roubo das melhores terras e matérias primas, expulsão dos naturais quando não mesmo genocídio destes, governos procedentes da potência colonizadora, imposição da língua e hábitos e cultura (esta quanto baste), perda de identidade nacional. Com processos e nuances diferentes foi assim que actuaram a Inglaterra, a França, a Bélgica, a Holanda, Espanha, Portugal, etc.
A onda de emancipação que adveio da derrota do nazi-fascismo em 1945 pôs em causa este modelo, abalou seriamente o sistema colonialista, mas não acabou com as ambições dos antigos e modernos senhores. Recentes situações “à antiga” se verificaram, como seja o caso da ocupação da Palestina e da Ilha de Diego Garcia.

Mas, desde o início do séc. XX, e com grande incidência após a II Grande Guerra, começa a aparecer um novo estilo que se caracteriza pela subordinação e exploração dos povos através da “ajuda” a governos fantoches e obedientes serventuários dos interesses das potências exploradoras. Os meios utilizados para a exploração passam a ser as relações comerciais, os tratados de ajuda militar (que incluem a instalação de bases militares), a obediência à ideologia e política do explorador.
Em simultâneo, e com especial força depois do fim da URSS, apareceram os EUA a querer substituir os antigos colonizadores. Na 2ª metade do séc. XX, as guerras no Vietname e na Coreia foram tentativas de substituir a França e o Japão nas respectivas colónias.
Desde a sua independência (1776) até aos dias de hoje, a história dos EUA tem sido marcada pela ambição expansionista. Primeiro foi o morticínio dos nativos americanos do seu actual território; depois, durante o séc. XIX, a expansão à custa das antigas colónias espanholas, chegando à ocupação das Filipinas. O fim do séc. XIX e início do seguinte marcado pelo domínio sobre a América Central e do Sul com aplicação da Doutrina Monroe. Assistimos no presente à tentativa de transformar o Iraque e o Afeganistão em colónias de novo estilo.
Em ambos os casos aplica-se a mesma receita.
Invade-se um país, utilizando falsos pretextos e mentiras, depois destroem-se todas as estruturas administrativas e deixa-se, ou melhor dizendo, cria-se o caos completo: roubos, insegurança, desemprego, fome. Fomenta-se a discórdia por razões étnicas e religiosas. Fazem-se novas leis e, sob desculpa de impor democracia, alteram-se hábitos e costumes, criando o vazio ético. Assassinam-se professores e médicos, escolas e museus são transformados em bases militares. Para concretizar a destruição do país nomeia-se um “vice-rei dos EUA”.
No Iraque, o Presidente americano colocou Paul Bremer que publicou, num ano de mandato, cerca de cem Ordens (leis), tendo como objectivo pôr as riquezas e economia iraquianas ao serviço dos EUA. Depois, o mesmo Bremer, escolheu um governo provisório e tratou de escrever e fazer votar uma constituição que garante a perenidade das leis que fizera. Seguiram-se uma série de eleições até se chegar a um “governo definitivo”, mas fantoche, que negoceia com os ocupantes a retirada destes.

Portanto, se não quisermos ver que a ocupação foi um crime, que todas as leis proclamadas pelo americano Bremer não têm qualquer legitimidade, que desde 20 de Março de 2003 há uma sólida e renhida resistência patriótica, que todas estas eleições e votações foram um arremedo de democracia pois aconteceram enquanto se lutava contra a ocupação estrangeira e com laivos de guerra civil, que as chamadas autoridades, tanto ocupantes como iraquianas, vivem isoladas em zonas fortificadas, que no Iraque se vive a maior corrupção do mundo, se esquecermos tudo isto então o Iraque não é uma colónia dos EUA, mas sim um país livre que negoceia livremente… a sua subjugação. Para finalizar a tragicomédia os agressores negoceiam a retirada deixando cerca de 50.000 soldados nas bases militares fixas que entretanto construíram. Não vá haver azar…
No Afeganistão procedeu-se do mesmo modo, com as devidas adaptações. Aqui houve a sorte de logo se encontrar um afegão que por acaso, só por acaso, trabalhou na UNOCAL, empresa ligada aos oleodutos.

Em ambos os casos o mesmo processo.
Ocupação, “eleição de um governo íntegro e legítimo representante dos respectivos povos”, governo esse que pede ajuda e protecção contra o seu povo que luta contra os ocupantes que causam o caos e a morte. E esses governos não põem em causa as empresas americanas que se instalaram atrás das ocupações.
No Afeganistão e Iraque há outra alteração substantiva em relação às antigas colónias. Antes, o Estado conquistador não queria a intervenção de nenhum outro, a colónia era sua e só sua. Agora, nos casos em referência, as despesas políticas, militares e financeiras são distribuídas por um grupo de potências (a que chamam comunidade internacional, ou NATO) que recebem ou esperam vir a receber algumas migalhas que os EUA lhes deixem. O governo português tem participado nas ocupações e ainda recentemente decidiu reforçar o contingente militar português no Afeganistão.

Assim os EUA já não têm colónias: a última foi Samoa que, formalmente, também já acabou.
Quem não faz esta distinção são os povos que não abdicam de serem donos dos seus destinos e riquezas e que, por todo o mundo, tal como está a acontecer também na América do Sul, lutam pela independência, por uma efectiva soberania, por governos livremente eleitos, sem bases militares estrangeiras nos seus territórios e sem relações comerciais que levam todo o produto do seu trabalho. Bem hajam.

CPPC – Conselho Português para a Paz e Cooperação
Lisboa, 08/07/2009»

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Palestina

Os EUA enviam todos anos para Israel mais dinheiro que para o resto do Mundo. Essa nação recente merece sem duvida todo o apoio contrariamente ao Afeganistão, Iraque, Cuba...

As imagens que aqui apresento mostram como terminou um passeio à praia de uma família palestiniana.

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Revolução de Outubro!

Vivo saudoso de um lugar onde nunca estive, nostálgico de um tempo que não vivi. A todos os que construíram esse lugar e deram vida a esse tempo, que me fizeram acreditar, sonhar e lutar; a todos eles apenas sei dizer obrigado.